
Alguém anuncia: sessão de poesia na Praça Leya. Contradição demasiada, espécie de impossibilidade, a de a poesia poder acontecer num lugar que celebra a mercantilização desenfreada do livro, pedaço tomado, usurpado à Feira das barraquinhas, onde se vende quase apenas o que acabou de sair, novidades, em detrimento daquela que deveria poder ser a vocação desta feira: os livros que não se encontram na generalidade das lojas de livros (a que insistem em chamar livrarias), os fundos livreiros.

