
Aquela que sem dificuldade figuraria em qualquer lista pretendendo determinar o conjunto das comumente aceites como as piores profissões de todas, é a que trata com canos, águas sujas, redes de esgoto obstruídas por concentrações de resíduos humanos – a gordura por exemplo, de todos o mais difícil de eliminar, e também de tirar da memória olfactiva de quem chamou a si a tarefa de desentupir.
"Encontramos todo o tipo de pessoas, gente fantástica, mas também grandes chatos, malandros, e pessoas preconceituosas, que acham por exemplo que um branco alto e louro de olhos azuis é mais capaz do que um preto baixinho, ignorando-o e dirigindo-se ao búlgaro, apesar de ser o africano o técnico-chefe.” Gente assim, mas que nalgum momento precisa de mandar desentupir qualquer coisa.
S.A.
Boanerges Campos
fotografado por Clément Darrasse (©2008)
26.5.09
Gente assim
23.5.09
17.5.09
Acupunctura [entrevista Steven Birch]

© Fotografia de Clara Azevedo
ENTREVISTA STEVEN BIRCH | Porventura o mais conceituado e acreditado investigador em acupunctura das últimas décadas, discípulo dos maiores mestres japoneses, veio a Lisboa ensinar o que poucos podem a estudantes portugueses. E apresentou um complexo modelo passível de servir a investigação científica integrada, numa área ainda minada por abordagens e juízos a priori que considera obsoletos.
Sarah Adamopoulos, Notícias Magazine 17.05.2009
11.5.09
9.5.09
8.5.09
Feira do Livro de Lisboa 2009

Alguém anuncia: sessão de poesia na Praça Leya. Contradição demasiada, espécie de impossibilidade, a de a poesia poder acontecer num lugar que celebra a mercantilização desenfreada do livro, pedaço tomado, usurpado à Feira das barraquinhas, onde se vende quase apenas o que acabou de sair, novidades, em detrimento daquela que deveria poder ser a vocação desta feira: os livros que não se encontram na generalidade das lojas de livros (a que insistem em chamar livrarias), os fundos livreiros.
3.5.09
L'encerclement
L'encerclement, Richard Brouillette no IndieLisboa domingo dia 3 de Maio. Exibições:15:00, Cinema Londres, Sala 2.
Documentário, Canadá , 2008, 160', Beta Digital
Argumento: Richard Brouillette
Fotografia: Michel Lamothe
Música: Éric Morin
Som: Simon Goulet
Montagem: Richard Brouillette
Com: Ignacio Ramonet, Noam Chomsky, Normand Baillargeon, Omar Aktouf, Susan George
Produtor: Richard Brouillette
Produção: Les flms du passeur
A cultura neo-liberal chegou a todos os cantos do mundo. Disseminada em grande parte com a fragmentação da União Soviética e o final da Guerra-fria, por vezes imposta mesmo à força, por norma de acordo com os planos do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, a ideologia foi fortemente impulsionada com a fundação da Sociedade Mont Pèlerin, em 1947. Os think tanks neo-liberais, fortemente financiados por multinacionais, geraram uma vaga propagandística que vai dos media às universidades, imiscuindo-se até em governos (tanto de direita como de esquerda), tornando-a quase invulnerável – um dogma – perante a opinião pública. A base ideológica é bem conhecida e passa pela despolitização dos mercados, promovendo a ausência de regulação, deixando tudo nas mãos das classes financeiras e minimizando o papel dos Estados. O que o documentário propõe é, com a ajuda de prestigiados intelectuais dos dois lados do debate aceso sobre o neo-liberalismo, uma esclarecedora visão sobre a história e a implantação actual desta doutrina económica.



