23.2.10

poema do temporal português

Relatório e imprecação do alto mar: um sopro poderoso e tenaz recorda-me que esta faena se dança entre desiguais; de pé na sala, considerando o vento por detrás da janela, sou agora um forcado aflito; nós, num navio em casa, somos todos combatentes, os de todos os tempos e lutas, cheios de demónios mas tementes e reverenciosos como nos ensinou a mãezinha; sou também, haja Deus e O há, a que sussurra ao poderoso que siga, se dissipe, se dissolva, que também não era precisa tanta ira irra!