29.3.10

O cachecol do artista





E também aqui, um cachecol.

28.3.10

Vou

Vou lá pastar ovelhas, ou visitar pastores, vai tudo dar ao mesmo. Vou para não sucumbir aos arraiais que os dias grandes anunciam já, para não morrer no meio de duas fatias de pão, vou, saiam da frente, para não me abocanharem as bestas como Kronos comendo os filhos sem pudores, vou. No caminho hei-de refazer-me, a ver a estrada hei-de juntar de novo os degraus da minha escada de ascender, e vislumbrar, enquanto subo, o retrato do futuro - ainda todo mal desenhado, é sabido, porém suficientemente claro (poderei então ver aqueles pinheiros mansos) para nele colher o que me amansa.

24.3.10

MADE IN

Made in, é um projecto de arte contemporânea para as instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na Av. António Augusto Aguiar em Lisboa. O trabalho partiu de uma iniciativa dos artistas Henrique Neves e Clément Darrasse e insere-se num percurso iniciado com um trabalho na livraria do Instituto Franco Português em 2008. A sua prática artística tem implicado trabalhar em espaços que à partida não são os usuais nem ideais para a apresentação de arte contemporânea. Tal aconteceu com a exposição TEMPORAMA., organizada pelos artistas no Palácio Burnay, em Lisboa, com base numa residência artística sobre o património do IICT entre Setembro de 2008 e Janeiro de 2009.

No quadro do actual projecto o IICT cedeu espaço aos artistas Henrique Neves e Clément Darrasse no Palácio da Calheta, onde puderam desenvolver o seu trabalho.

Entre outros elementos de referência que constam na linguagem artística criada, encontram-se espécies vegetais do JBT que foram fotografadas e, posteriormente, representadas em painéis de grande formato, pela técnica de impressão a carimbo.

Exposição Artistas SEFMade in. implica uma intervenção prática a nível cromático, de conforto e de mobiliário.

Simultaneamente lida com diferentes níveis de circulação a partir de objectos e obras feitas de tramas e de diferentes movimentos a nível conceptual e formal. Concretamente os artistas fizeram intervenções numa parede, sobre os bancos de espera, no espaço das crianças e numa das zonas dos funcionários do SEF.

Made in. foi desenvolvido especificamente para o local, a partir da percepção do espaço e das actividades que aí ocorrem. A proposta partiu da sala de atendimento e espera, enquanto espaço físico (sala funcional contemporânea), de uso (espaço de espera e atendimento/trabalho) e simbólico (espaço de acolhimento de estrangeiros em Portugal). É desejo de Henrique Neves e Clément Darrasse que o trabalho dialogue directamente com a sala e com as actividades que lá têm lugar não apenas a nível estético mas também ao nível de uso. |

Conversa com os artistas, Sábado, 27 de Março de 2010
Hora:
17:00 - 19:00
Local:
ZDB Gallery - Rua da Barroca nº59 Lisboa

A conversa tem como intervenientes Carolina Rito (curadora), Manuela Ribeiro Sanches (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e Ros Gray (Goldsmiths College), Henrique Neves e Clément Darrasse (artistas). Vamos falar de questões relativas a arte apresentada fora de espaços institucionais, arte contemporânea enquanto ferramenta e a ligação oblíqua entre policias, artigos têxteis, imigração e tapetes voadores.

O projecto foi feito pelos artistas H Neves e C Darrasse e com produção de Patrícia Craveiro Lopes e está em exibição até ao primeiro fim de semana de Abril.

15.3.10

800 ruas


Posso sentir o ciclo novo, posso quase tocá-lo
- hei! ciclo novo!
e empurrá-lo para a frente, (talvez ligeiramente para o lado), para que não perca o balanço mas eu possa concluir umas coisas. E há uma inquietação em mim, fico apreensiva do que não sei, inocentemente refém do devir ainda todo mal desenhado. Mas há um cheiro que já posso sentir, rigorosamente trazido pelo mesmo vento que daqui a nada encherá de polens a atmosfera. Mas digo-lhe
- vá, vai com calma na vida ciclo novo,
e volto às minhas coisas por concluir, ainda a secar da chuva, e sento-me, cheia de paciência, e encaro as infiltrações com a minha espada de polir.
Negociamos a memória, isto sim, aquilo não, e um dia destes sei que vou embrulhar tudo em papel de presente e a coisa fica resolvida.
Um hiato de silêncio, (não quero, uma vez aí, ponderar a matéria, quero que se foda), e então sim, au suivant, venha ele, estarei pronta.

7.3.10

Política nas escolas

Política nas escolas
in Notícias Magazine, edição de 28 Fev 2010